Comentários a respeito de Integralidade.

Atualizado: 9 de jun. de 2021

Esta publicação é continuação da série de Metas para 2021 da Plantae. Os itens I. Autocuidado e II. Presença estão integralmente disponíveis em nosso instagram - @plantaenatural.


III. Integralidade


Quando falamos de integralidade, temos na cabeça a idéia de que qualquer coisa que vive, vive dentro de um corpo. É só através deste corpo que pode viver. E o corpo, apesar de ser composto por sistemas, que por sua vez, são compostos por órgãos, que por sua vez, são formados por tecidos e células, termina por ser uma coisa só. Uma coisa inteira. Quando falamos em Integralidade, falamos de práticas que estão associadas com o reconhecimento integral, e não parcial do corpo. Práticas que envolvem o autocuidado e a presença, buscando autoconhecimento para entender os cuidados que seu corpo precisa. Esse corpo que nos permite existir no mundo é permeável por influências externas que estão a todo tempo a modificar-lo, a condicioná-lo. Como influências, podemos falar de alimentos, remédios, dos espaços por onde transitamos, das pessoas com quem convivemos, dos bons e dos maus hábitos. É a soma das práticas diárias. Além, ele está condicionado também, por sua forma fisiológica, seu funcionamento químico e reativo. Assim, nossa existência é alterada por nosso ciclo hormonal, pela qualidade de nosso processo de digestivo, pelas toxinas excretadas, ou não, pelo corpo, pelos sentimentos e sensações com que reagimos ao mundo. Para exemplificar, vamos pensar na nossa pele. É o maior órgão do corpo e o único que está em contato direto com o mundo externo. Quando a imunidade do corpo está baixa, é comum que a pele fique frágil e até apresente feridas. Ter uma pele bonita vai muito além do cuidado direto com este órgão. Claro que vale utilizar de produtos que atuam sobre ele, como argilas, óleos vegetais e esfoliações. Porém, dentro de uma perspectiva integral de corpo, ter uma pele bonita está relacionado com os fatores externos e internos acima apresentados. Pra deixar mais claro, podemos falar sobre os cremes hidratantes industriais, que na maior parte dos casos, tem como ingrediente principal os óleos minerais, ou vaselinas líquidas, substâncias derivadas de petróleo. Que quando aplicados na pele, criam uma barreira física que inibe a evaporação de água da pele, criando a sensação instantânea de maciez. Veja bem, a ação não é de hidratação e nutrição. O que acontece é apenas um bloqueio à perda de umidade. Óleos minerais podem mesmo atuar como bloqueadores da verdadeira nutrição da pele, tapar glândulas de suor e impedir a absorção de ativos hidratantes presentes no próprio creme ou em outros produtos que entram em contato com o corpo. Ou ainda os desodorantes, que usamos diariamente: a maioria deles contém alumínio em sua composição, que além de serem cancerígenos, inibem o suor, que é um liquido que libera toxinas do nosso corpo, assim como a urina. Você já pensou em usar um produto para inibir sua urina, por que ela tem um cheirinho desagradável? Pois é, são crenças criadas para as pessoas acharem que as substâncias que nosso corpo elimina não são importantes. Mas são, né?

O processo de excreção de toxinas é justamente a forma como o corpo aprendeu a naturalmente se desintoxicar das substâncias que ingerimos e não são aproveitadas em nossos processos. Tais produtos cosméticos citados, que oferecem ação instantânea, porém, momentânea, são invenções de uma indústria que busca a todo custo produzir mercadoria. Uma indústria que cria um ser humano distante de sua natureza, tal qual um boneco, que precisa de infinitas químicas aplicadas a seu corpo para circular em sociedade. Quem sabe podemos falar de uma supremacia dos cosméticos anti-humanos?


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